Aventureiros de todas as nacionalidades e classes se movimentavam para as minas.
Os escravos africanos foram transferidos das plantações de açúcar na Bahia e novos escravos foram importados da África.
Em 1763, a capital foi transferida de Salvador para
Rio de Janeiro.
Para abastecer a demanda de alimentação dos garimpeiros, os criadores de gado conduziram seus rebanhos
dos pastos cultivados no sul (Campos Gerais), milhares de quilômetros, aos distantes campos de exploração
no centro do Brasil. Foi o tempo dos grandes transportes de gado, o Tropismo.
Mais de 1.000 toneladas de ouro, o que correspondia a 80% da produção mundial, foram exploradas nesta época das minas.
O ouro era transportado encima de burros atravessando as matas indômitas da
Serra da Mantiqueira e
Bocaina
até o porto de
Paraty. A riqueza desta época foi imensa.
Hoje as riquezas desapareceram,
o que ficou é a arte. Mesmo que em outros países
da América Latina encontrem-se exemplos de arquitetura
colonial, as cidades históricas de Minas ainda preservam
um caráter que não se encontra mais em nenhum
outro lugar, nem no Brasil.
As cidades históricas
devem a glória da sua arquitetura barroca a Antonio
Francisco Lisboa (1738 - 1814), um dos artistas mais criativos
desta época. O povo chamou-o de “O Aleijadinho”
devido à doença lepra que o obrigou a realizar
grande parte do seu trabalho encima de seus joelhos. O Santuário
Bom Jesus em
Congonhas do Campo é considerado uma das
obras-primas de Aleijadinho. Tanto o santuário, como o centro histórico da cidade
de Ouro Preto foram declarados
Patrimônio Mundial
pela UNESCO.
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