Geomorfologicamente, a área se divide em afloramentos
pré - cambrianos metamórficos e de magma gnáissico em forma de montanhas arredondadas
incluindo o
Monte Pascoal
como seu representante mais famoso, platôs de calcário sedimentar do Terciário com serras de 100 m de altura entremeadas por
vales de rios e riberões, sedimentos móveis e areias incluindo paleodunas do Quaternário
separadas dos platôs calcários por penhascos (falésias) brancos e avermelhadas de até 40 m.
A região expõe uma variedade de
ecossistemas e
unidades de conservação
diferentes do
bioma da
Mata Atlântica
como
floresta tropical
de
terras baixas,
aluvial
e
submontana
no Monte Pascoal, na
Costa do Descobrimento
em geral, no
Ecoparque de Una
ou na faixa costeira de
Itacaré - Serra Grande;
manguezais na
Peninsula de Maraú e na
Baía de Camamu;
e
restinga nas ilhas de
Tinharé & Boipeba.
É considerada uma das regiões de
biodiversidade
mais ricas do mundo. Conforme um estudo de 1993, realizado pelo Centro de Pesquisa de Lavoura Cacauera (CEPLAC)
e o Jardim Botânico de Nova Iorque no
Parque Estadual da
Serra do Conduru,
mais de 450 espécies de árvores por hectare (100 x 100m) foram registradas.
Adicionalmente à sua riqueza biológica a área compreende
uma série de patrimônios culturais, que representam exemplos extraordinários da
primeira ocupação européia do Novo Mundo e que são testemunhas únicas deste periodo da
história moderna. Alguns dos exemplos mais extraordinários são
os centros históricos de
Salvador,
Porto Seguro, Trancoso,
Ilhéus,
Itacaré,
Camamu, Cairu
e Morro de São Paulo.
As ruinas da primeira igreja do Brasil se encontram no topo de uma falésia ao
norte de Porto Seguro. Recentemente uma antiga civilização Tupi foi descoberta.
Uma população de Pataxó, sobreviventes das diferentes culturas
indígenas que viviam na região, se
encontra em diversos assentamentos como, por exemplo, Barra Velha ou Coroa Vermelha.
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