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Nesse ambiente de águas salobras, uma grande quantidade de microorganismos decompõe
ativamente os restos orgânicos existentes, liberando nutrientes que vão enriquecer as águas costeiras,
os quais são aproveitados por inúmeras espécies marinhas, o que torna os manguezais um dos
ecossistemas mais produtivos da Terra.
No litoral brasileiro existem três tipos de mangue:
mangue branco,
mangue vermelho e
mangue preto (Siriúba).
Estas espécies possuem raízes providas de poros, que se projetam para fora do solo pobre em oxigênio e têm
capacidade de utilizar esse gás diretamente da atmosfera.
Ademais têm glândulas nas folhas, capazes de excretar o excesso de sal absorvido do solo encharcado por
água do mar. Nas árvores do mangue as sementes germinam antes do fruto se desprender da planta-mãe de tal
modo que, ao cair, já apresentam um embrião bem
desenvolvido, provido de pequenas raízes capazes de fixar
facilmente no solo lodoso.
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A fauna do mangue pode ser dividida em três grandes grupos: o
primeiro constituído por seres que vivem toda a sua fase
adulta nos mangues, como caranguejos, ostras e o
jacaré-de-papo-amarelo, o segundo, constituído
por aqueles que se utilizam do mangue durante sua fase juvenil, formado
principalmente pelos peixes; e o terceiro formado por alguns
mamíferos e , em especial, pelas aves marinhas continentais
como o papagaio-de-cara-roxa,
biguá e as garças.
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