Segundo os relatos do navegante italiano Américo Vespúcio, integrante da primeira expedição exploradora do portugueses, a Ilhabela foi
descoberta
em 20 de janeiro de 1502. Foi batizada em Ilha de
São Sebastião (até hoje em dia seu nome oficial)
porque no calendário da igreja católica o 20 de janeiro é o dia de comemoração deste santo.
Somente no começo do século XVII, os primeiros colonos (
sesmeiros) se estabeleceram
na Ilhabela. Com a utilização exclusiva da mão-de-obra
escrava,
sua principal atividade exercida era o plantio da cana e a produção de açúcar.
As ruinas da fortificação da Ponta das Canas, no norte da ilha, uma das sete fortificações construidas nas duas margens do Canal
de São Sebastião durante o século XVIII, evidencíam a presença de piratas e corsários europeus nesta época.
A população da Ilhabela somente aumentou significadamente na segunda metade do século XVIII.
No atual centro turístico surgíu um pequeno povoado que se denominava
Capela de Nossa Senhora D´Ajuda e Bom Sucesso que virou
Vila Bela da Princesa em 1806. Era o começo do ciclo econômico do café.
Durante o século XIV, a produção do café que na época foi plantado em cerca de 30 fazendas da ilha,
trouxe grande prosperidade econômica à Ilhabela e a população aumentou para 10.000 pessoas.
O comércio de escravos africanos (já punido internacionalmente), era realizado de forma clandestina, principalmente a partir da Baía dos Castelhanos.
Com a abolição da escravidão, em 1888, a cafeicultura em Ilhabela e com ela sua economía caiu em declínio.
Ela somente se intensificou de novo a partir do primeiro quarto do século XX com a
a produção de cachaça, fabricada em 13 engenhos. O turismo, principalmente o
ecoturismo
começou a ganhar importância na Ilhabela somente a partir de 1970 com a construção da Rio - Santos
e o declínio da fabricação do aguardente.
Veja também:
Trilhas & Passeios