Com 23 anos, o botâncio alemão von Martius (1794 - 1868) foi indicado pelo imperador austríaco
para integrar a expedição científica e acompanhar a arquiduquesa austríaca
Leopoldina, que viajaria ao
Brasil
para casar - se com o futuro imperador brasileiro,
D. Pedro I. Desembarcaram em 15 de julho de 1817 no
Rio de Janeiro,
onde a arquiduquesa, que chegaria em novembro, permaneceu.
Os naturalistas, entre eles os zoólogos Johann Baptiste von Spix e Johann Natterer
, logo se puseram em campo para estudar a flora e fauna tropical. Em três anos
percorreram cerca de 10 mil quilômetros dos
biomas
Mata Atlântica,
Cerrado,
Caatinga e
Amazônia.
De volta a Europa, levavam consigo milhares de amostras
de plantas e sementes. A viagem rendeu a von Martius muitas importantes obras, sendo
a mais fundamental a Flora Brasiliensis.
Ela continua sendo até hoje a obra de referência sobre a botânica brasileira.