O bioma cerrado se caracteriza por grandes extensões cobertas de vegetação fantasmagórica, um
solo aparentemente
árido e pouca vida animal visível. Suas árvores e arbustos têm a aparência que costumamos
atribuir à vegetação que vive em ambientes onde a água é escassa. Mas a água não é o fator
limitante do cerrado (diferente da Caatinga).
Mesmo na estação seca, o solo contêm um teor apreciável de umidade, a partir de
2 metros de profundidade. O problema do cerrado é a falta de nutrientes no
solo, a excessiva acidez
e a grande quantidade de alumínio, substância tóxica para a maioria dos vegetais.
Todos esses fatores dão às plantas o aspecto xeromórfico: casca grossa,
galhos retorcidos e pequeno porte.
O cerrado é um verdadeiro mosaico de formações vegetais, que vão desde o cerradão
(com árvores altas, densidade maior e composição distinta),
passando pelo cerrado mais comum no Brasil central (com árvores baixas e esparsas),
até o campo cerrado, campo sujo e campo limpo (com progressiva redução da densidade arbórea).
Ao longo dos rios há fisionomias florestais, conhecidas como florestas de galeria ou
Mata Ciliar.
Outro fator importante na caracterização do cerrado é o fogo, que chega a aparecer
nos incêndios espontâneos em épocas de seca. Ele pode ser gerado de diversas formas naturais,
mas a principal delas são as descargas elétricas. Mas a vegetação do cerrado já está
adaptada às queimadas, como demostra a grande rebrota após, principalmente das
gramíneas.
O cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em
biodiversidade
com a presença de diversos
ecossistemas,
riquíssima flora com mais de 10.000 espécies de
plantas, com 4.400 endêmicas (exclusivas) dessa área..
A fauna do cerrado apresenta 837 espécies de aves; 161 espécies de mamíferos, sendo que
19 são endêmicas; 150 espécies de anfíbios, das quais 45 endêmicas;120 espécies de répteis,
das quais 45 endêmicas; apenas no Distrito Federal, há 90 espécies de cupins, mil espécies
de borboletas e 500 espécies de abelhas e vespas.